Vivendi se diz preocupada com gestão da Telecom Italia

Após o avanço do fundo de investimentos Elliot ao assumir o controle do conselho de administração da Telecom Italia, a maior acionista do grupo italiano (com 24% do capital), a francesa Vivendi, tem se mostrado insatisfeita com a diretoria da controladora da TIM Brasil. Em comunicado divulgado na quarta-feira, 5, a empresa destacou o desempenho “dramático” das ações na bolsa europeia e a instabilidade provocada por rumores, como o da falsa saída do atual CEO, Amos Genish.

“A Vivendi está profundamente preocupada com a gestão desastrosa da Telecom Italia desde que a Elliot tomou controle da mesa de diretores”, disse a francesa. Segundo a companhia, o preço das ações da TI caíram 35% desde o dia 4 de maio, quando ocorreu a assembleia de acionistas que formou o novo conselho. A acionista majoritária diz que o valor é o mais baixo em cinco anos, embora no último dia 9 de abril a Elliot tenha “prometido dobrar o preço das ações nos próximos dois anos”.

De acordo com a Vivendi, a Telecom Italia também tem falhado em impedir que rumores sejam espalhados no mercado. A empresa diz que isso causa “disfunção” e que é danoso para uma operação tranquila e a obtenção de resultados. A companhia finaliza o comunicado reiterando que é o maior acionista da TI e que “permanece convicta do potencial de desenvolvimento significativo” da italiana.

A Telecom Italia não emitiu nenhum comunicado (até o momento de publicação desta nota) endereçando as críticas da Vivendi. Às 12h (horário de Brasília) desta quinta-feira, 6, as ações da TI estavam sendo negociadas a 0,524 euro, um avanço de 1,28%, apesar de ter apresentado quedas sucessivas desde o dia 3 de setembro.

FONTE: TELETIME NEWS
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No vermelho, Liq tenta reunir credores para suspender covenants

A companhia de contact center Liq (antiga Contax) tenta evitar o desembolso financeiro antecipado a debenturistas. A empresa está convocando pela terceira vez no ano os detentores de títulos para assembleias que serão realizadas de 14 a 21 de setembro com a esperança de aprovar a suspensão dos covenants previstos nos contratos

As últimas assembleias, marcadas para ontem, terminaram sem decisão por falta de quorum. Outras já haviam sido marcadas em junho. A convocação diz respeito a detentores de títulos da 1ª, 2ª e 3ª emissão de debêntures, que soma R$ 963,4 milhões.

Pelos covenants, a empresa deveria pagar antecipadamente a dívida, ou parte dela, caso não atingisse índices financeiros pré-determinados. Sem dinheiro em caixa, no entanto, o pagamento seria um problema.

“A continuidade da dívida representada pelas Debêntures, conforme os prazos e termos da presentes na Escritura, é vital para a preservação dos negócios da Companhia e imprescindível para evitar efeitos adversos relacionados à aceleração dessa e de outras obrigações financeiras da Companhia”, diz a Liq, nas convocações.

Contágio pela Oi

Atualmente, a Liq tem cerca de R$ 132 milhões em caixa, gera prejuízo trimestral e EBITDA também negativo. A empresa tenta uma guinada operacional motivada pela forte perda de receita ocorrida nos últimos quatro anos.

Entre 2014 e 2018, o faturamento caiu pela metade, e deve fechar 2018 em cerca de R$ 1,5 bilhão – cifra menor que os custos operacionais. A companhia explica que a receita no período tombou devido à menor demanda de seus clientes e também por conta da “deterioração do cenário macroeconômico brasileiro”.

O endividamento alcança níveis alarmantes. Conforme projeções elaboradas pela empresa de análise de risco Fitch Ratings, a relação dívida líquida ajustada/EBITDAR (que inclui custos com reestruturação) chegará a 65,9 vezes no final de 2018, e cairá a 21,7 vezes ao fim de 2019, mas ainda será considerado elevado. Atualmente, a dívida total ajustada da empresa é de R$ 1,85 bilhão.

Segundo as projeções da Fitch, caso a geração operacional de caixa continue fraca, a Liq terá dificuldade de honrar o serviço de debêntures emitidas neste ano (cerca de R$ 1,04 bilhão) já em 2019.

A Fitch critica ainda, a concentração das receitas. Diz que é preocupante o fato de mais de metade do faturamento da companhia vir da prestação de serviços para a Oi. “A crise enfrentada pela empresa de telefonia nos últimos anos teve forte impacto na Liq”, ressalta a análise de risco.

FONTE: TeleSíntese
Aproveito a oportunidade para renovar meus protestos de respeito e consideração aos autores da publicação original.

Produção de equipamentos de informática cresce 20% no ano

A produção industrial do setor eletroeletrônico cresceu 5,9% no acumulado de janeiro a julho de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. É o que mostram os dados divulgados pelo IBGE e agregados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee). O desempenho foi influenciado pela elevação de 13,4% na área eletrônica, uma vez que a produção da área elétrica recuou 0,5%.

Os maiores acréscimos na indústria eletrônica foram nos segmentos de equipamentos de informática (+20,7%) e de aparelhos de áudio e vídeo (+20,1%). Na indústria elétrica, contribuíram para o resultado negativo, as quedas na produção de lâmpadas (-8,7%) e de geradores, transformadores e motores elétricos (-5,1%). Em relação a julho do ano passado, a produção industrial do setor elétrico e eletrônico recuou 1,9%.

“Na primeira parte do ano, o desempenho positivo dos bens de consumo eletrônicos contou com a realização da Copa do Mundo de Futebol. Passado esse período, já se observou um arrefecimento no crescimento, entretanto contamos com a reversão desse quadro no segundo semestre em face da natural sazonalidade existente”, diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato. (Com assessoria de imprensa)

FONTE: TeleSíntese
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