Presidente da TIM quer mudar imagem do setor

Sami Fogel, CEO da TIM

Apresentando-se em público pela primeira vez, desde que assumiu a presidência da TIM Brasil há quase 100 dias, Sami Fogel foi direto na ferida do setor de telecomunicações. Segundo ele, as operadoras de telecomunicações têm um índice de encantamento (NPS – ou Net Promoter Score) muito baixo, frente a empresas de outros segmentos. Ele resolveu, então, buscar as razões desse baixo desempenho.

Conforme Fogel, atualmente, as empresas com maior NPS são a fabricante do carro Tesla, com 97 pontos, e a Apple, com 89 pontos. A operadora norte-americana, AT&T, tem apenas 11 pontos. No Brasil,  a média do NPS das operadoras de telecom é de 24 pontos, muito baixo, argumentou. E perguntou: ” Por que uma indústria que é tão vital e proporciona tanta magia, tem tamanha dificuldade de encantar seus clientes?”

Para responder a essa indagação, o executivo resolveu ouvir clientes, analistas, jornalistas e demais stakholders. E, segundo ele, apurou que as empresas precisam “entregar o que vende”e ” resolver os problemas quando aparecem”.

Com base nessa pesquisa, Fogel promete guiar a TIM. Para isso, irá contar com a sua equipe de funcionários, que é, na sua avaliação “o time mais engajado do país” e pretende transformar a TIM na empresa mais amada e também na mais rentável.

NPS

O NPS – Net Promoter Score  é  uma metodologia de pesquisa de satisfação criada em 2003 por Fred Reichheld que, por ser simples e de fácil aplicação, acabou sendo adotada pela maioria das empresas, tornando-se um método universal de avaliação da satisfação dos clientes.

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FONTE: TeleSíntese
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Teles rechaçam aumento de alíquota do Fust

As operadoras de telecomunicações, por meio do SindiTelebrasil, manifestaram-se formalmente contra a proposta de anteprojeto de lei encaminhada pela Anatel para a reforma do Fundo de Universalização de Telecomunicações (FUST). A proposta da agência foi elaborada no âmbito do Plano Estrutural de Redes (Pert), mas o anteprojeto não foi submetido a consulta. As teles reclamam que a proposta traz um risco de aumento da carga tributária ao propor a mudança da alíquota do Fust para 3% das grandes empresas como forma de reduzir a alíquota de 1% para 0,5% a pequenos operadores, mesmo com uma compensação proporcional do Fistel. Alegam que o resultado da troca não é igual para todas as empresas (cada uma tem uma despesa distinta de Fistel, que não incide sobre faturamento, mas sobre base de clientes).  A medida teria especial impacto negativo para empresas com receita operacional bruta de mais de R$ 500 milhões, que seriam oneradas em milhões de reais, dizem. As empresas sugerem, como alternativa, que seja feita uma transferência direta de recursos do Fistel para o Fust. Dizem ainda que as pequenas operadoras já seriam beneficiadas com uma redução significativa na carga regulatória, pela proposta do Plano Estrutural de Redes, e que muitas delas competem hoje em um regime tributário diferenciado (Simples Nacional), o que também lhes traz grandes vantagens. Confira aqui a carta enviada pelas empresas ao ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

As empresas também estão se queixando da possibilidade de o Fust ser aplicado em projetos de universalização de banda larga na forma de financiamento reembolsável pelo BNDES. Alegam que o fundo de universalização foi criado para ser aplicado em projetos sem retorno financeiro, a fundo perdido, e que transformá-lo em financiamento para as empresas, a juros, é um contrassenso. O ministério já disse que concorda com a proposta da agência em linhas gerais mas que pretende criar um grupo de trabalho para discutir a questão antes de enviar o texto ao Congresso.

FONTE: TELETIME NEWS
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Navarro dirige palestra ao futuro presidente da República: o país que queremos

Photo: Robson RegatoUm dos keynotes speakers da Futurecom nesta quarta feira, 17, o presidente da Telefônica Brasil, Eduardo Navarro, quebrou o protocolo e dirigiu sua palestra aos dois candidatos que disputam a presidência da República, um dos quais será eleito no próximo dia 28 de outubro. Ao futuro presidente perguntou: que país nós queremos? E disse que não quer um país com um índice de homicídios dos mais elevados do mundo, com uma fila dos SUS que chega a um milhão de pessoas, com a volta do aumento da mortalidade infantil registrada neste ano, com baixos índices educacionais. Para superar esse cenário, afirmou ele, o país vai precisar adotar massivamente as tecnologias digitais.

Em sua exposição, Navarro mostrou que as telecomunicação já fizeram muito pelo Brasil. Universalizaram a telefonia fixa e massificaram o telefone celular, investiram R$ 900 bilhões desde a privatização em 1998 — são o terceiro setor que mais investe depois de petroléo e gás e energia —, e recolheram R$ 1,2 bilhões em tributos. A receita do setor é de cerca de 4% do PIB e o percentual de investimento sobre a receita é de cerca de 20% independente do comportamento PIB – se sobre ou cai. Um percentual, lembrou Navarro, acima da média mundial que varia entre 14% e 16%.

De acordo com o presidente da Telefônica Brasil, o setor tem condições de fazer mais pelo país. “O Brasil de ontem não é o de amanhã. O tempo não se mede mais em anos, mais em meses e mesmo em dias. O tempo se acelera. Quem não se transforma, é transformado. A vida média das empresas foi reduzida de 65 anos para 15 anos”, observou.

Essa radical transformação que afeta a vida de todos pode ser observada nessas eleições, disse ele, com o papel que as redes sociais estão desempenhando.

Pacto digital

Para ele, o novo presidente tem que priorizar as tecnologias digitais para resolver problemas sociais nas áreas do transporte público e mesmo individual (telemetria, carros autônomos), da educação (ensino a distância, banda larga), da saúde (telemedicina, cirurgias remotas, prontuário eletrônico), da agricultura (agricultura de precisão, campo conectado, sensores), segurança (inteligência), logística(rastreamento inteligente).

Ele lembrou que o setor, que investe muito, mais que em outros países, poderia fazer mais pelo Brasil se não tivesse que atender obrigações ultrapassadas na telefonia fixa, como investimento em orelhões dos quais 75% não recebem nenhuma chamada.

Navarro chamou ainda atenção para dois pontos que considera muito importantes. O primeiro, o fato de que 50% dos empregos atuais serão afetados pela automação e de que essa mão de obra precisa ser retreinada. “E não estou falando só de operários qualificados, mas de advogados, jornalistas, até de reguladores”, observou. Além disso, disse que 65% do que as crianças aprendem estão desalinhados com o que farão no futuro.

A segunda preocupação levantada por ele diz respeito à privacidade e segurança dos dados do cidadão, pois está se criando uma enorme massa de dados a partir do mundo digital, das redes sociais, das compras eletrônicas. “Os dados dos cidadãos precisam ser protegidos, os algoritmos têm que ser construídos de forma responsável”, disse. Ele lembrou que recentemente o país aprovou sua lei de proteção de dados, mas ainda precisa de definir a criar a autoridade reguladora. E defendeu, como já proposto pela Telefônica, a construção de uma pacto digital no país, cujo primeiro desafio e conectar e capacitar todos os brasileiros.

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FONTE: TeleSíntese
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